sábado, 28 de dezembro de 2013

Incerteza...


Porquê esta apatia, esta incerteza
Latente na Ilusão esfarrapada?...
Porquê este viver de condenada
Que não rompe grilhões da natureza?...

Porque não há momentos, nem beleza,
Vestindo a dor da alma magoada?
Porquê  lançada na finita estrada
Se a cada passo urge a incerteza?

Agora se me perguntas o porquê
Pensa um momento - descobre, vê:
Não sou ainda ruínas, nem escombros.

Nem sempre riu a boca da menina
E embora doce rosa matutina
Pesou-lhe já a vida sobre os ombros.

 Helen May, [Maio ,1958]

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