quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Alarme


Não a sentia perto
e o alarme soava...
Como estaria?
Que acontecera?
...Talvez doente?
Oh Deus! Ajudai-a, te peço!
Uma ansiedade desconhecida o tomava.
Sofria. Quase chorava.
Fazia sol ou chuva... que importava?
E o seu pobre coração só sossegava
se a sentia regressar
qual alma errando, irmanada
no sangue que abundante fluíra ..
no castigo de dar guarida 
a incontroladas sensações...
Fora arrastado?...
Falava nele a natureza de fauno insaciável 
sem admitir razões...
Sangraria.
Tão difícil era segurar emoções...

Pelaio Couceiro  - XVII:X

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