domingo, 15 de março de 2015

Promessa (s)...



Decerto, amanhã, venha a falar contigo
Nesse desespero mudo de silêncios (es)forçados 
Em que ficam sempre a pairar verdades por dizer
Ou mentiras consentidas pelo tempo - anos estagnados
Como nenúfares boiando num lago parado, por contido.

Amanhã... trarei emoções de horas de saudade
Liquefeitas pelas chuvas de invernos rigorosos
Vividos ~ ou só vividos pela metade
Nesse pulsar de sensações nunca esquecido
Vagamente temperado pelo encanto do sonho
De um outrora não perecido
Nem pela dor, nem pelo desengano...

Virei amor... virei
Cambaleando por sobre  as folhas mortas
Que o último outono não pôde macerar,
Por não caídas,
E o inverno regelou, nem apodrecidas.

Voltarei - hei-de voltar.
Só ... que ainda não sei quando...
Tão difícil se tornou o confiar.


5 comentários:

  1. Não importa quando. Importa que vás...

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    1. Nunca se sabe quando ou como...Talvez nunca seja a palavra certa por sensata.

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  2. Não guarde para amanhã... Um belo poema.
    Beijo.

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  3. Gostei de tudo por aqui. Eu te sigo, tu me segues, nós interagimos!...
    AbraçO

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  4. Olá!
    Estou te seguindo, me segue também?

    http://oforasteirosagaz.blogspot.com.br/

    Abraço!

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