terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sonhos esparsos


Enterrei os sonhos num jardim escondido 
onde nunca entro para os visitar 
brancos de neve, encanecidos,  
perdida toda a força para os libertar .

Foram azuis um dia.
Com eles ri, sorri, depois chorei - 
- primavera e outono numa vida, 
geraram dor de prata encarecida 
de muito desalento e muita dor .


 Esparzi-os  em pétalas sem vida
embalados ao som de um violino
na música dolente e esmaecida
dum fim de tarde suave e purpurino.

msilva, [09.01.2016]

2 comentários:

  1. Delicadeza sublime, revelando a colheita de sentimentos que nem sempre frutificaram tão doces como imaginávamos...

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  2. Tudo na vida se resume ao que tão gentilmente afirma: crueldade campeia entre o viver de bichos e homens e só um leve lamento nos é permitido... quando o é. Daí o dar-se-lhe voz, como à brisa que passa, não concorda?

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