terça-feira, 14 de agosto de 2012

A chave,,,


Sempre tiveste contigo a chave prateada
 para abrir o cofre fechado da ternura
que a vida cruel ameaçara

E só me atribuíste a breve loucura
que não conhecera no passado...

Só não sabias.

Ao longo do caminho, chorou um coração nauseado.

domingo, 22 de julho de 2012

Afago...


Coloquei na tua a minha mão
E nesse leve afago
O sonho perpassou com lassidão
Para se perder na mira de outros mundos

Restaram sulcos de erosão
Em sorrisos sem cor meditabundos

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Segredos de amar...


Enrolada sobre mim 
desisto de espiar a vida
Falta tempo ao tempo, falta vida
num deslaçar de mágoas
em cadência sentida
E a doçura cruel do abraço
se não mentida
traz consigo o encanto
ao vago anoitecer

Tudo esqueço na noite
menos a sombra etérea
 da alma que me tocou
estranha e esquiva
e me abandonou
na despedida... 

e nunca mais me buscou.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Folha exangue ...


Estás... não estando
E dei-me ao amor...sempre

Revi-me naquela folha imersa...
porém em sangue...
fogo oculto... ainda.

não era eu...era a imagem de mim
a apodrecer exangue
num leito de limos musguentos
onde fora feliz ...só não sabia

- que fora feliz ...um dia.

15.05.2011

domingo, 8 de julho de 2012

Crescer perfeitamente...


Crescer sob a luz de um amor sem vida
 quase sem olor
foi a triste realidade de alguém triste
Para aquém da cor e forma
 faltou-lhe alma
e arrastou consigo, incerta e calma, 
a dolorosa dor...

02-10.04.2009

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pára, escuta e vê...


Escuta...  vê o teu coração
onde cai todo e qualquer beijo
 de carinho 
sempre enviado a pensar em ti

Sem ti não há gota de água
ou soluço de fogo
nos meus olhos cegos
e a minha alma não ouve a música do anoitecer
nem sente desejo quando amanhece o dia
ou êxtase plasmado em paixão sentida
transformando a vida em sopro ardente
em meio à placidez das coisas costumadas

03.07.2011





sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Rejas"...


ó vento, chamaste-me e eu não fui contigo 
e como gostava de ter ido
 presa que fiquei ao som da voz do meu amor 
porque temia que se sentisse sozinho
como eu sempre fui

leva-me então  lá para onde fores
apoiada nas tuas asas de condor
para avistar do alto a luz do meu amor
sem a qual não consigo viver
cuja presença desejo
em todo e qualquer resplendor
do sol quando doira a madrugada
a quem sonho abraçar, beijar, acariciar
fundir-me com ele num sopro de flor

leva-me no dorso de uma nuvem  até o meu amor
que não quero que se sinta tão sozinho
mesmo que a seu lado chore sempre baixinho
para lavar-lhe as dores do anoitecer

Fev.2011