quarta-feira, 9 de julho de 2014

Onde? Quando? Como?...


Nunca sei onde estás. Nunca soube.
 Ou com quem.
Conheço-te um pouca a alma
E pouco mais.
Pouco sei ou soube sempre de ti.
Contudo amei-te até ao exagero
 Como o sonho que sempre se adia
Por se saber irreal.
Anos decorreram...
 De menina apaixonada passei
A mulher amargurada e reticente.
Sem me importar?...Não, sofrendo.
Contudo a tua presença em mim
Resistiu e resiste segura.
Os dias correram, sucedem-se 
E nada apaga a ternura...
Assim sendo, 
Não sei que poderás querer mais de mim,
teimosa criatura!

Rosa Xavier


7 comentários:

  1. E já encontraste?

    Olha que estará bem perto, não?

    beijinhos

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    1. Mesmo o perto poderá tornar-se infinito por quem não pretenda ser encontrado...
      E há lá coisa mais escorregadia do que Amor?...

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  2. A procura do amor... Belo, o poema.
    Beijo.

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    1. À procura?...
      Hummmm...Com tanta interrogação já deve ter desistido...

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  3. Todos os dias nos interrogamos sobre muitas coisas; somos insatisfeitos por natureza e se temos o amor e sabemos onde está com certeza outro motivo inquietará a nossa alma. Este teu blog tem poesia linda, Maria. Um beijinho e até sempre!
    Emília

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    1. Obrigada, querida.
      São pedacinhos, pinceladas de um tempo estranho como tantas vezes são momentos vividos.
      Palavras ao vento, como rações...
      E que ofereço passivamente a quem passa.
      Beijinho.

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    2. Queria dizer: "como orações"... não rações, o que não fazia sentido.

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